Machu Picchu agora é acessível para pessoas que usam cadeiras de rodas

Machu Picchu agora é acessível para pessoas que usam cadeiras de rodas

Milhões de pessoas visitam Machu Picchu todos os ano. Como uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno, a cidade perdida dos incas é um dos destinos turísticos mais visitados do planeta.

No entanto, foi somente em dezembro de 2018 que o primeiro cadeirante da história visitou o local. Agora, dezenas de outros turistas que utilizam cadeiras de rodas para se locomover também terão acesso a Machu Picchu. Graças à empresa de viagens Wheel of the World (Roda do Mundo, em tradução livre). Ela que em breve começará a oferecer os primeiros passeios acessíveis a cadeirantes em parceria com as Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A empresa, fundada pelos amigos de longa data Alvaro Silberstein e Camilo Navarro, oferece passeios a destinos turísticos distantes com a ajuda de cadeiras de rodas dobráveis ​​especialmente projetadas.

Empreendimento

O empreendimento nasceu quando os dois amigos – um dos quais utiliza cadeira de rodas, – partiram para o Parque Nacional Torres del Paine na Patagônia, em 2016.

Alvaro, que usa cadeira de rodas desde que tinha 18 anos, quando sofreu um acidente de carro, levantou US$ 8.000  (R$ 32 mil) através de uma campanha de financiamento coletivo para comprar uma cadeira de rodas leve e dobrável.

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Há um bilhão de pessoas [no mundo] com algum tipo de deficiência”, disse Camilo à CNN. “Mas não há uma empresa de viagens dedicada a essas pessoas.”

Os dois homens nasceram no Chile, mas mudaram-se para os Estados Unidos quando jovens para fazerem o curso de administração. Onde começaram a desenvolver o Wheel of the World como um negócio sério e de longo prazo.

Desde então, a empresa de viagens expandiu-se para a América Latina. Oferecendo passeios a outros locais notáveis, como a Ilha de Páscoa, no Chile, e pontos turísticos no México e no Peru.

Machu Picchu, o coração do Império Inca aninhado nos Andes, se tornou célebre internacionalmente após ser redescoberta pelo historiador americano Hiram Bingham em 1911. A partir daí a cidade perdida se tornou uma sensação entre turistas advindos de várias partes do mundo.

A primeira visita de um turista paraplégico/tetraplégico aconteceu apenas em dezembro de 2018, 107 anos após o redescobrimento.

Logística

A logística para percorrer o terreno acidentado – cuja uma das partes possui 320 degraus praticamente verticais – exigiu que a empresa voltasse a se dedicar ao financiamento coletivo.

Alguns viajantes com deficiências entretanto evitam viagens remotas por causa do custo e do incômodo de comprar e transportar uma cadeira de rodas apropriada.

É por isso que a Wheel of the World tem adquirido cadeiras de aço e alumínio. Elas especialmente projetadas e as armazena no local próximo à cidade para facilitar o uso. O custo de uma excursão de quatro dias pela Wheel of the World é de aproximadamente US$ 1.500. (sem incluir vôos ou acomodações), o que equivale aos oferecidos a pessoas sem deficiência, de acordo com a CNN. Os primeiros passeios completos para o público devem começar este mês.

Fonte: Razoes Para Acreditar

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