Igreja abre as portas e abriga 70 moradores de rua em São Carlos (SP)

Com a chegada do frio, a Paróquia de São João Batista, em São Carlos (SP), decidiu abrigar portanto os moradores de rua da cidade no salão de festas da igreja, que tem capacidade para 70 pessoas.

A ação foi feita entretanto com a ajuda de dezenas de voluntários. Estes que também se dispuseram a preparar lanches para os desabrigados. Uma onda de frio chegou com força no interior paulista, e atingiu seu pico durante o último fim de semana. O que motivou então os párocos a abrir as dependências do templo.

Cada uma das pessoas atendidas possui uma história de vida única, mas quase todas não tiveram a oportunidade de planejá-la com mais afinco. “Minha família eu não vejo mais. Meu pai morreu, minha mãe morreu também há 20 anos”, disse Carlito José de Pereira.

Em época de frente fria, a vida dos moradores de rua se torna portanto ainda mais difícil. Sem abrigo, a chuva e a névoa gelada são implacáveis.

“Difícil, quando molha as coisas ainda porque não tem onde guardar. Aí tem que deixar em algum lugar, ensacar para dormir na rua de novo”, afirmou Fernando Souza.

Igreja abre as portas

No sábado (6), a história mudou para estas pessoas. Com a ajuda dos voluntários da Paróquia de São João Batista, elas puderam dormir em um ambiente quente e aconchegante. E mais: “Um guarda aposentado que mora perto do mercado passou avisando que teria uma sopa quente aqui e poderia descansar”, disse Souza.

Cerca de cinquenta voluntários da comunidade se uniram para realizar a ação. Eles se dividiram em turnos e prepararam toda a estrutura para receber a todos.

“Diante dessa demanda que estamos tendo, de um frio bastante severo que a gente já pode sentir nessa noite agora. Nós tomamos a iniciativa para oferecer um lugar para essas pessoas dormirem”, explicou o padre João Victor Bulle.

A igreja disponibilizou colchões, cobertores, kits de limpeza e alimentação a cada um. Os voluntários também serviram caldo quente na janta, e pão e bolo no café da manhã.

Larissa Rodrigues, que é moradora de rua, conta que acordou cedo e com um sorriso no rosto para tomar o café da manhã. Ela contou que foi recebida com muita atenção e respeito.

“São poucas pessoas que ajudam, são poucas pessoas que têm um coração bom para ajudar os moradores de rua, é complicado mesmo.”

Um dos integrantes da equipe de voluntários morou na rua há menos de dois anos e sabe da importância de ajudar. “Eu já passei por essa situação há algum tempo e hoje estou tentando retribuir de um jeito gratificante, que é ajudar aquelas pessoas que necessitam, como tive nessa situação e me ajudaram, hoje posso fazer para outras pessoas também” , afirmou Wesley Borges.

A madrugada de sábado para domingo foi a mais fria do ano até o momento, e tal gesto de solidariedade e amor ao próximo – vindos na hora certa – proporcionaram mais do que uma bebida quente e um cobertor. “O bom coração das pessoas aquece muito mais”, disse Larissa.

Fonte: Razoes Para Acreditar

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