Foto registra tamanduá cego fugindo de queimada na Amazônia

O fotojornalista Aranquém Alcântara realiza um importante trabalho de denúncia social e suas lentes têm sido usadas como importante fonte de conscientização sobre a destruição ambiental da Amazônia. Recentemente, ele fez um registro que traduz em imagem o drama dos animais afetados pelas queimadas e pelo desmatamento: um pequeno tamanduá-mirim luta para sobreviver em meio as chamas.

A foto foi postada no perfil do fotógrafo no Facebook e rapidamente viralizou. Cego e com grande parte do corpo queimado, o frágil mamífero evidencia o sofrimento silencioso a que são submetidas milhões de espécies que têm na Amazônia seu lar ancestral e habitat. Após a repercussão da imagem, Aranquém fez um vídeo explicando como foi o encontro com o animal.

“Esse tamanduá estava na beira da estrada Cuiabá – Santarém (BR-163). Eu o vi de longe, mas não conseguia identificar. Eu pulei a cerca, fui até ele e vi ele saindo da queimada cego e já queimado na frente, na região frontal, e quando ele me sentiu aproximar, tentou se defender. Essa é uma atitude de defesa dos tamanduás (ficar sob duas patas com os braços abertos). Eu fiquei comovido com a luta dele pela sobrevivência”, disse o fotógrafo.

Assista abaixo o vídeo completo:

A história do Tamanduá-mirim cego e indefeso fugindo de uma queimada na Amazônia.

Posted by Araquém Alcântara on Tuesday, August 20, 2019

Além da foto do tamanduá, Aranquém também publicou uma série de fotos intitulada “Amazônia. Sem palavras”, onde retrata grandes áreas atingidas por queimadas e regiões devastadas para a extração de minérios. “Briguem, xinguem, deblaterem, revoltem-se. Mas, falem da nossa Amazônia. Acho que a chance de salvá-la está aí. A Amazônia é nossa e pode ser salva, mas temos que botar a boca no mundo. As riquezas que ela possui em seu ventre bem podem acabar com a fome deste país”, afirma em uma postagem.

Eu estive lá e vi. E fotografei. Sou testemunha ocular. A Amazônia é a minha matriz criativa. Já foram mais de cinquenta…

Posted by Araquém Alcântara on Saturday, August 17, 2019

O trabalho do fotojornalista suscita reflexões sobre a importância da preservação o meio ambiente para a sobrevivência de toda a humanidade, como demonstra alguns comentários na página de Aranquém no Facebook. “Os madeireiros entram e ‘pegam’ as árvores que ‘interessam’ e deixam o caminho aberto para o agronegócio. A crueldade animal e a destruição do meio ambiente estão associadas. Para frear essa engrenagem mortal, uma das principais atitudes é desapegar de toda e qualquer ação ou produto que transforme os animais em coisas. Na sociedade em que vivemos não tem como fazer isso de forma total (100%), mas podemos sim, fazer muito, se fizermos o que estiver ao nosso alcance”, disse uma internauta.

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Fonte: ANDA

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