Flamenguista que fez rifa para salvar cão ganha ingresso da Libertadores

O torcedor do Flamengo Danilo Mello comoveu as pessoas após rifar o ingresso para semifinal da Copa Libertadores, no dia 23 de outubro, no Maracanã, para salvar o seu cachorro, o Doze, que luta contra um câncer. A história que viralizou nas redes sociais chegou até uma marca de cerveja do Brasil, que resolveu dar a chance do carioca, de 32 anos, assistir ao duelo contra o Grêmio, no segundo jogo da semifinal.

O ingresso foi entregue pela empresa na casa do torcedor, que posou com a carta recebida da cervejaria, com a camisa rubro-negra e o Doze.

“Estou arrepiado. Agradeço demais à Brahma. A gente tinha que salvar o Doze, nosso 12º jogador e que agora vai virar mascote do Flamengo”, disse Danilo ao receber a surpresa em sua casa.

A vaquinha começou na última sexta-feira, coincidentemente no dia de São Francisco de Assis, o protetor do animais.

Danilo buscava arrecadar R$ 7 mil, mas até o momento já foram mais de R$30 mil levantados e a vaquinha só se encerra no dia 18 de outubro, ou seja, mais nove dias para quem quiser contribuir. Para contribuir clique aqui.

— Eu tenho até medo do valor. A gente não sabe exatamente quanto vai gastar com ele, mas o que sobrar já tem destino certo: uma instituição que cuida de animais abandonados aqui no Rio — afirmou o torcedor, que juntamente com a namorada Renata já contribui com R$15 mensais para uma ONG que trabalha em prol da causa animal.

De acordo com Danilo, ele, a namorada e a sogra chegaram a cogitar pegar um empréstimo para custear o tratamento do animal. A rifa que fizeram do ingresso do jogo do Flamengo foi a alternativa mais viável, já que o carro de Danilo além de problemas mecânicos está com multas e mesmo sendo vendido não pagaria todo o tratamento de “Doze”, que tem um valor estimado de no mínimo R$10 mil.

Doze já iniciou suas sessões de quimioterapia. A namorada do torcedor, Renata Ragi contou que de acordo com a veterinária oncologista que está cuidando do cão, este câncer é muito comum na raça Sharpei.

— Como o Doze tem traços de ser misturado com essa raça, fica mais fácil entender. É um câncer muito difícil porque tem muita capacidade de se espalhar, mas estamos mais otimistas com toda essa comoção — disse a publicitária.

Soma-se a todo este alvoroço pela rifa de “Doze” o fato curioso de que Danilo, o aficcionado pelo Flamengo é filho de um botafoguense.

— Quando eu era pequeno meu pai me levou a 4 jogos para que eu escolhesse meu time. Do Vasco, em São Januário eu até achei maneiro. No Botafogo não me empolguei. No do Fluminense, talvez por seu muito pequeno, eu dormi, mas lembro até hoje do jogo do Flamengo contra o Bangu. Um placar de 3 a 0, sendo os três gols de Romário. Ali começou minha fixação — revelou o ex-motorista de aplicativo, que atualmente está desempregado.

Fonte: Procure 1 Amigo

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