Com a pandemia do coronavírus e o isolamento social cresce o número de adoções de animais

O isolamento social causado pelo novo coronavírus aumentou a busca de animais de estimação nas feiras de adoção nos Estados Unidos. Em Maryland, no PetSmart, o Lucky Dog Animal Rescue realizava um evento de adoção com o objetivo de encontrar um lar para cerca de 15 cães. No entanto, quando as notícias sobre o novo coronavírus começaram a se espalhar, a lista de espera subiu de 10 para 40 possíveis adotantes.

— Apenas nesse evento tivemos 30 adoções em três horas — , disse Mirah Horowitz, diretora executiva do abrigo.

À medida que milhões de pessoas nos EUA estão trabalhando em casa, a promessa de companhia, mesmo em um período de isolamento, está levando algumas pessoas a acolher animais de estimação. Muitos dizem que finalmente têm tempo para treinar e cuidar adequadamente de um novo pet. Equipes de resgate de animais em todo o país dizem estar vendo um interesse crescente em adoção e proteção, além de ofertas para ajudar em todos os lugares.

Na Califórnia, onde 40 milhões de moradores receberam ordem para ficar em casa na última quinta-feira (19), exceto para trabalhos essenciais ou viagens, o governador Gavin Newsom observou uma isenção importante:

— Você ainda pode passear com o cachorro — disse.

Isso fazia parte do apelo de Kathy Shield, uma estudante de graduação da Universidade de Berkeley. Depois de anos querendo um animal de estimação, Shield adotou na quinta-feira um cachorro do abrigo da Fundação Milo em Point Richmond, Califórnia, e o nomeou Átomo.

— Eu sou um cientista nuclear, por isso está muito na marca — , explicou Shield.

O momento foi ideal, porque Shield está trabalhando em casa e pode ajudar o pet a se adaptar ao seu novo ambiente.

Além disso, ajudará a mantê-la dentro do cronograma. “Ter um cachorro vai me forçar a acordar de manhã cedo, porque no mínimo eu tenho que deixá-lo fazer xixi”, disse Shield.

— Não há dúvida de que os animais oferecem conforto e companhia incríveis, especialmente em tempos de crise, por isso encorajamos as pessoas a continuarem adotando ou dando lares temporários aos animais necessitados — , ponderou Matt Bershadker, presidente e diretor executivo da empresa American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA).

Algumas pessoas estão adquirindo animais por razões mais práticas.

— Estou presa em casa, as mercearias estão vazias e agora tenho galinhas que botam ovos para facilitar a alimentação — , explicou a fisioterapeuta Kelly Bordas, moradora da Espanha.

Fonte: Extra Globo

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