Cão que foi resgatado perto de morrer sempre oferece ‘presentes’ para seus salvadores

Conheça a história de Cuache, um cachorro que, sem ter o que oferecer, deu lixo aos resgatadores. 

Este é um cachorro que, mesmo tendo uma família humana, vivia pelas ruas de Tampico, uma cidade mexicana. Alguns tutores irresponsáveis deixam seus pets soltos, e este é o caso de Cuache. Ele estava desnutrido, cheio de parasitas, quase morrendo quando foi resgatado. Sem nada para oferecer, ele “premiou” os resgatadores com o que tinha à mão (ou às patas): lixo. 

Ele e sua mãe sempre viveram sem uma tutela regular. Livre para ir e vir, a cadela entrou no cio, acasalou e deu à luz uma ninhada, tudo isso em plena rua. Nem a mãe nem os filhotes receberam vacinas, vermífugos, sempre expostos a acidentes e brigas. 

Cuache viveu assim por cerca de nove anos. O pai é desconhecido. A mãe tinha família, mas também tinha acesso livre à rua. Ela não foi castrada e, quando engravidou, foi simplesmente amarrada a um poste. 

Não se sabe quanto filhotes nasceram e vingaram. Cuache seguiu acompanhando a mãe, provavelmente exposto ao vaivém entre o abandono e acolhidas esporádicas.

A cadela acabou morrendo na rua. Cuache continuava tentando driblar a maré de azar, lutando contra a fome, a sede, os parasitas e os maus tratos. Apesar de voltar regularmente para casa, Cuache cresceu e passou a maior parte da vida adulta como um cão de rua. 

Foi assim até que voluntários do Abrigo Dejando Huellitas o encontraram pelas ruas, em 2018.

Cuache parecia ser bem mais velho do que os nove anos estimados posteriormente pelos veterinários. 

Depois de resgatado, ele estava estranhando o excesso de gentilezas, a que não estava acostumado.

Cuache foi diagnosticado com verminose, insuficiência renal e dirofilariose.

No Refúgio Dejando Huellitas, Cuache recebeu os cuidados necessários. Ele estava desnutrido e muito triste. Em pouco tempo, começou a se mostrar mais forte.

Os responsáveis pelo abrigo tentaram encontrar uma nova família para Cuache. O cachorro estava acostumado a ser independente. Ele não fazia ideia do que é um lar. O animal não conseguia ficar preso e, sempre que podia, fugia para a rua. 

Os resgatadores decidiram que Cuache deveria ter acesso controlado à rua. O animal, que estava praticamente à morte, começou a dar os primeiros passeios pelas ruas de Tampico e surpreendeu a equipe do Dejando Huellitas. Ele voltava sempre, e sempre trazia uma recompensa para os tratadores. 

Atualmente, Cuache tem 12 anos.

Ele mora no escritório do abrigo e atua como “zelador” do local. Ele se mostrou um excelente cão de guarda e cuida de todos os animais que chegam ao Dejando Huellitas. 

Depois de anos de sofrimento, Cuache agora tem direito a refeições nas horas certas, dorme nove horas por dia e revelou-se um grande fã do ar-condicionado do escritório. Em pleno mar do Caribe, Tampico é uma cidade tropical e ensolarada, com temperaturas elevadas durante o ano inteiro. 

Cuache superou o passado. Apesar de as doenças no coração e nos rins o obrigarem a um tratamento médico contínuo, ele continua se mostrando forte e resistente. Ele está sempre pronto a ajudar os novos hóspedes do abrigo. 

Ele também continua dando algumas voltas pelas ruas da cidade, livre, mas sempre com a supervisão dos funcionários do abrigo. E não se esqueceu do velho hábito: quando volta ao escritório, ele sempre traz alguma recompensa para os seus heróis. 

Um dos tratadores afirmou para a reportagem da Eju.tv, uma emissora mexicana: 

“Nós amamos Cuache. Adoramos que ele tenha chegado até nós e não há nada mais motivador do que começar a jornada de trabalho do que vê-lo abanando o rabo, sempre com um olhar alegre. ”

Fonte: Cães Online

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