Adolescente faz ‘chá de bebê’ para égua prenha no Paraná

Motivada pelo amor que sente por sua companheira inseparável, uma adolescente, de 16 anos, resolveu preparar um chá de bebê para celebrar a primeira gestação de sua égua, chamada Estrela, e também fazer uma sessão de fotos.

Letícia Gonçalves mora em Maringá, no norte do Paraná. Panos e flores enfeitaram a “mamãe” de 1ª viagem, que também foi mimada com ração, aveia, feno, goiaba e sal mineral.

“Ela [a égua] me dá tanto amor, me dá tanta alegria, que não custava presentear ela. Fiz também umas fotos legais com ela e foi super na brincadeira, foi para guardar o momento mesmo. A gente está muito feliz. Na verdade, a gente já é feliz por ter ela em nossas vidas, ainda mais com um potrinho aí”, disse a menina.

A festa para o animal ocorreu na cidade vizinha, em Paiçandu e teve a presença de familiares e amigos.

A menina comentou que a ideia era fazer um evento maior e “convidar” mais cavalos para participarem, mas devido à pandemia da Covid-19 o chá foi mais restrito.

“Ela se comportou muito bem o tempo todo, para fazer as fotos também. Ela é super mansa e dócil”, revelou.

Segundo a garota, Estrela é uma mistura das raças Mangalarga e Quarto de Milha, tem cerca de 10 anos e está com a família há sete anos.

“O cavalo que engravidou a égua era do meu tio, aí eu ganhei dele, e ele [cavalo] fica lá no sitio onde eu deixo a Estrela. Se o potro for macho vai ser o Jack, e se for fêmea vai ser a Dama”, comentou Letícia.

Expectativa para chegada do ‘bebê’.

A gestação de uma égua dura, em média, onze meses, e Estrela já está próxima do momento do parto.

“Não aguento mais esperar. Estou torcendo para que seja na semana que vem porque dia 1° de março é o meu aniversário. Além disso, dia 28 é lua cheia e diz que na virada de lua é que sempre nasce. Se der certo, vai ser um presentão para mim”, comentou Letícia.

A menina ainda contou que quando a égua atingiu o sexto mês de gestação, ela não montava mais para não pesar e nem machucar a Estrela e o filhote.

“Tem o potrinho na barriga, aí tem a cela, a manta, então pesa muito e é perigoso para ela. Durante uns quatro meses depois que nascer o bebê, eu não vou andar com ela também porque temos que deixar ela se recuperar, dar uma alimentação mais reforçada”, explicou.

Pensando no grande dia, Letícia e a família já se organizam para tentar ver o novo membro nascer.

“Se a gente conseguir acompanhar, vou ajudar ela no parto. Mas, sempre nasce durante a noite, então eu acho que a gente vai acabar nem vendo. Estamos ansiosos”, concluiu.

Fonte: G1 Globo

Facebook

Quer mais histórias? Click »