Menina de 17 anos é recusada pelos médicos e forçada a dar à luz na rua

Existem situações que nos fazem pensar: onde está a humanidade e a compaixão? Em agosto de 2017, na aldeia de Jharkhand, Índia, uma menina de 17 anos teve que dar à luz na rua, após os médicos de uma clínica se recusarem a atendê-la. O caso indignou e continua indignado as pessoas do mundo inteiro, pela forma desumana como a jovem foi tratada.

Rejeitada pelo namorado e pela família

Tudo começou quando a garota se envolveu com um homem da aldeia. Assim que o namorado mais velho soube que a adolescente estava grávida, ele a abandonou. A família, com medo do que a população local iria pensar, decidiu lhe voltar as costas. A jovem de 17 anos ficou completamente sozinha, e teve que viver nas ruas durante os últimos 4 meses de gravidez.

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Forçada a dar à luz na rua

Quando a jovem começou a sentir contrações, ela correu para o Chandil Sub Divisional Hospital. Mas, como a adolescente não tinha ninguém a acompanhar, nem dinheiro para pagar, a equipe da clínica recusou-se a ajudar. Os médicos não queriam assumir a responsabilidade pelo tratamento. Algumas horas depois, a jovem foi forçada a dar à luz na rua, a apenas trinta metros da clínica.

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Felizmente, um homem de 50 anos, chamado Om Prakash Sharma, estava passando naquele local e viu as roupas manchadas de sangue. Sem hesitar, o homem decidiu chamar as autoridades. “A mãe e o bebê estavam deitados na rua a sofrer, e eu coloquei sinais ao redor deles para impedir que um veículo lhes atingisse. Um homem foi à clínica médica pedir ajuda, mas eles recusaram-se a ajudar. Disseram que não podiam admitir a menina porque ela não tinha os pais para cuidarem dela, então decidimos alertar a polícia.”

Quando o Dr. Lakhindra Hansda ouviu falar da história, ele foi imediatamente ao auxílio da adolescente para cortar o cordão umbilical do bebê.

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Os bons samaritanos transportaram a jovem mãe até à clínica médica, onde finalmente concordaram em admiti-la. De acordo com a Dra. Lalita Kashyap, que trabalha no Chandil Sub Divisional Hospital, a forma como a menina foi tratada é absolutamente inadmissível.

Os responsáveis pela clínica médica já pediram desculpas publicamente. Para além disso, eles asseguraram os melhores tratamentos para a jovem mãe e para o bebê, que estão agora bem de saúde.

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Fonte: Vamos Lá Portugal

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